sexta-feira, 16 de setembro de 2022

Quem dá mais?

 Hoje assistindo a propaganda política onde um candidato dizia que vai garantir R$600 para a população, meu filho comentou que um outro candidato está "dando mais dinheiro", R$800! 

Mais cedo vi reportagens que falavam sobre os cortes de verbas para o Centro de Artes da #ufrj, o sucateamento  e o descaso para com as instituições de ensino superior público. 

Além da falta de verba e investimento para os professores pesquisadores.

Vi também o desespero do povo no RJ que lotam filas nos CRAS esperando se cadastrar para poder garantir o recebimento dos tais R$600, apenas até o final do ano. Pessoas que precisam muito, pessoas que não conseguem emprego porque já passaram da idade, ou não são qualificadas. Fora os problemas de sempre no transporte público, na violência constante, saúde precária...

Senti uma raiva repentina que não sei de onde veio! (ou estou descobrindo... rs)

Uma raiva de quem tem consciência de que esse dinheiro (com certeza usado para garantir votos) está sendo retirado de algum lugar... e com certeza não é do bolso dos políticos.  O desgoverno que se encontra no poder atualmente tem deixado um rastro de destruição gigantesco. Não só relacionado às riquezas naturais da nossa terra, mas também e principalmente às humanas. Desvalorizar a educação em todas as esferas sociais, sucateando os prédios, os profissionais, as estruturas é uma das piores violências cometidas contra o cidadão.

Quem me conhece sabe que não costumo discutir política, ou quaisquer outro assunto. Respeito a opinião dos outros e quero ser respeitada também. 

Mas hoje fiquei furiosa. 

Infelizmente o povo não conhece A #HistóriaDoBrasil, desconhece os avanços, conquistas e os retrocessos que enfrentamos ao longo dos últimos 20 anos... quiçá dos mais de 500!!! 

Por menos disputa de quem dá mais e por mais ação em prol da garantia de direitos dos cidadãos brasileiros trabalhadores merecedores de um salário digno para (so) bre-VIVER e de uma #educacao de qualidade para SI e para os seus filhos. 

#prontofalei

Niterói, 14 de setembro de 2022.

quarta-feira, 7 de setembro de 2022

Desabafo II

Foto da praia de Jacaraipe, município de Serra em Espírito Santo. Férias de julho de 2022

"Só eu sei... o que é morrer de sede em frente ao mar" Assim cantava meu querido Djavan em Esquinas.

Pois é assim que estou sentindo-me. Com minha garganta seca, minhas mãos sedentas, necessitadas de escrever. Há uma sensação de estar bem de frente a uma imensidão de água que não posso beber pois um pequeno gole me fará multiplicar a sede que sinto (de conhecimento), podendo levar-me a sucumbir. 

Preciso escrever. Escrever para obter uma nota e conseguir um certificado. Isso me assusta. Assusta porque gosto de escrever. Gosto de pesquisar. Gosto de aprender. Não gosto de ter de escrever dentro de uma forma, utilizando uma regra específica, preocupando-me com a vírgula, a letra minúscula ou maiúscula, os parênteses, o ano ou a página, o minuto exato do filme de onde retirei aquela frase que tanto impactou meus pensamentos, fazendo-me refletir sobre milhões de coisas dentro de minha pesquisa. Tudo isso tornou-se correntes que pesam em minhas mãos de amante da escrita. Amante da leitura. Impedindo-me de concluir o que preciso escrever e preciso ler.

Aprisionamento. Correntes prendem a minha capacidade de criar, escrever.

Água. Água é tudo água? Não. Nem toda água mata a sede. Nem toda água é capaz de suprir as necessidades de um ser humano sedento. Lembrei agora do filme O Terno de 2 bilhões de dólares, do diretor Kevin Donovan, ano de 2002, onde aparece a investigação de uma empresa que produz um tipo de água que é capaz de matar o indivíduo desidratando-o. Poucas pessoas que viram esse filme prestam atenção nesta cena. Mas ela marcou minha memória, talvez por sentir em meu inconsciente essa necessidade de beber na fonte, já que uma água industrializada pode proporcionar a morte, e não a vida.  Morrer de sede diante do grande mar, ou de uma garrafa de água contaminada pelas exigências burocráticas.
  

Por que não consigo escrever o que preciso escrever?

Por que não consigo aprofundar-me naquilo que é necessário nas disciplinas?

Onde foi parar aquela pessoa que conseguia escrever lindamente sobre quaisquer assunto e que ganhou até prêmio por causa disso?

Sinto falta daquelas avaliações em que recebia um "10,00 com louvor!!!" dos professores da minha graduação.

Estar no mestrado não é tão difícil quanto parece. Mas confesso que estou enfrentando minhas limitações pessoais, meus monstros interiores por não conseguir concluir as tarefas nas datas determinadas e muito menos com a profundidade nos temas quanto determinaram as professoras.

Enfrentar esses medos de não conseguir, viver essa sensação de impotência e incompletude, insignificância, é triste.

É triste...

Morrer de sede em frente ao mar...

Preciso aprender a dessalgar essa água para conseguir sobreviver a essa secura de ideias e de escritas.

Niterói, 06 de setembro de 2022.   


Sobre Comida (e umas aventuras na) Argentina.

 É incrível como a gente pensa que a comida que comemos em nossa casa, na região que a gente vivemos pode ser encontrada em qualquer lugar d...