sexta-feira, 28 de outubro de 2022

Uma criança empreendedora

  24 de agosto de 2022

A criança chega em casa feliz da vida, depois da escola, com uma pulseira e dois anéis feitos por sua melhor amiga com miçangas e elastiquinhos coloridos. Em meio a conversa com a sua mãe, que a observa sem saber se briga ou se elogia, a criança revela que comprou uma pulseira por R$1,50 e vendeu pra outra colega por R$2,00.
Entre aulas sobre capitalismo estrutural, luta de classes, relações de poder existentes nas micro e macro políticas... Eu me deparo com a postura de uma criança de 9 anos usando seus conhecimentos prévios de lucratividade, investimentos e empreendedorismo para garantir tanto a venda dos produtos da amiga, quanto um trocado pra comprar mais pulseiras.
Uma criança...
Será que estou criando um """"monstro""" capitalista? Ou só uma futura mulher independente e empoderada?
Dúvidas...
Comentem... Se puderem!

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Querido diário III

 Hoje são 04 de outubro de 2022.


Tivemos um final de semana repleto de emoções. Domingo de eleições presidenciais. Um sopro de esperança e um sussurro de tristeza nos rondou. Milhões de pessoas foram votar, lotando todas as seções. Confusão. Ao final do dia o resultado: teremos segundo turno.

O povo brasileiro não aprende mesmo!!! Parece que gosta de sofrer!!!

O inominável segue fazendo e falando atrocidades… com seus bozominions… seus seguidores.

E os indiferentes seguem criticando o Lula, fazendo campanha contra ele. Engrossando o caldo dos minions.

Ai que raiva!!!

Por um instante pensei que poderia cair um grande asteróide do céu e tornar o planeta inabitável novamente! Assim acabaria esta agonia que nos consome. Não seríamos mais obrigados a conviver com as atrocidades que temos presenciado na política brasileira. 

Tem horas que falta-me o fôlego.

Há que se ter muita sabedoria para não enlouquecer. 

Tá f@%&!!!


sábado, 15 de outubro de 2022

10/10/2022

 Não!

Não dê liberdade a quem não sabe ainda  o que fazer.

Pois será desperdício de tempo e de saber. 

Não dê liberdade a quem não definiu seus escritos e seus cortes.

Pois a liberdade desorientada pode ser o fim.

Não diga para mim “faça o que quiser!”

Pode ser que eu não faça nada.

Não me deixe para eu escrever sozinha

Pois talvez eu me engane a mim mesma para não conseguir escrever.


Existe dentro de mim um ser que detesta quando conquisto algo em minha vida.

Este ser fica decepcionado toda vez que escrevo bem, toda vez que cumpro prazos.

Ele odeia quando tenho vitórias.

Não quero alimentar mais este ser. Não quero deixá-lo feliz com as minhas frustrações e inseguranças, minhas tristezas e desgostos. 

Quero conhecer aquela criança faceira, sapeca que corria atrás de tudo o que desejava

que buscava a felicidade dentro de uma bolha de sabão,

que subia o morrinho de sua casa batendo o pé para levantar poeira e depois descia correndo, sentindo o vento no rosto, com os braços abertos como se pudesse voar.

Mesmo que às vezes essa corrida terminasse com um tombo violento e o corpo todo ralado. 

Quero encontrar novamente essa menina que não teve mais medo de escuro, quando se deu conta de que nunca estava sozinha.

Essa menina que sentava na escada de sua casa conversando com seu parceiro de brincadeiras ensinando e aprendendo as coisas mais legais da infância, como assoviar por exemplo.

Quero poder olhar nos olhos daquela menina que olhava a rua pela janela de sua casa, olhava a chuva, o vento nas folhas do coqueiro, o granizo caindo do céu.  



***


Saudades dessa menina inquieta, bagunceira, alegre.


Sobre Comida (e umas aventuras na) Argentina.

 É incrível como a gente pensa que a comida que comemos em nossa casa, na região que a gente vivemos pode ser encontrada em qualquer lugar d...