24 de agosto de 2022
Este é um espaço de reflexão e anotações. Resgate de minhas memórias e articulação com as vivências que tenho nos dias atuais. O objetivo aqui é escrever e refletir sobre a vida. Espero conseguir!
sexta-feira, 28 de outubro de 2022
Uma criança empreendedora
quarta-feira, 19 de outubro de 2022
Querido diário III
Hoje são 04 de outubro de 2022.
Tivemos um final de semana repleto de emoções. Domingo de eleições presidenciais. Um sopro de esperança e um sussurro de tristeza nos rondou. Milhões de pessoas foram votar, lotando todas as seções. Confusão. Ao final do dia o resultado: teremos segundo turno.
O povo brasileiro não aprende mesmo!!! Parece que gosta de sofrer!!!
O inominável segue fazendo e falando atrocidades… com seus bozominions… seus seguidores.
E os indiferentes seguem criticando o Lula, fazendo campanha contra ele. Engrossando o caldo dos minions.
Ai que raiva!!!
Por um instante pensei que poderia cair um grande asteróide do céu e tornar o planeta inabitável novamente! Assim acabaria esta agonia que nos consome. Não seríamos mais obrigados a conviver com as atrocidades que temos presenciado na política brasileira.
Tem horas que falta-me o fôlego.
Há que se ter muita sabedoria para não enlouquecer.
Tá f@%&!!!
sábado, 15 de outubro de 2022
10/10/2022
Não!
Não dê liberdade a quem não sabe ainda o que fazer.
Pois será desperdício de tempo e de saber.
Não dê liberdade a quem não definiu seus escritos e seus cortes.
Pois a liberdade desorientada pode ser o fim.
Não diga para mim “faça o que quiser!”
Pode ser que eu não faça nada.
Não me deixe para eu escrever sozinha
Pois talvez eu me engane a mim mesma para não conseguir escrever.
Existe dentro de mim um ser que detesta quando conquisto algo em minha vida.
Este ser fica decepcionado toda vez que escrevo bem, toda vez que cumpro prazos.
Ele odeia quando tenho vitórias.
Não quero alimentar mais este ser. Não quero deixá-lo feliz com as minhas frustrações e inseguranças, minhas tristezas e desgostos.
Quero conhecer aquela criança faceira, sapeca que corria atrás de tudo o que desejava
que buscava a felicidade dentro de uma bolha de sabão,
que subia o morrinho de sua casa batendo o pé para levantar poeira e depois descia correndo, sentindo o vento no rosto, com os braços abertos como se pudesse voar.
Mesmo que às vezes essa corrida terminasse com um tombo violento e o corpo todo ralado.
Quero encontrar novamente essa menina que não teve mais medo de escuro, quando se deu conta de que nunca estava sozinha.
Essa menina que sentava na escada de sua casa conversando com seu parceiro de brincadeiras ensinando e aprendendo as coisas mais legais da infância, como assoviar por exemplo.
Quero poder olhar nos olhos daquela menina que olhava a rua pela janela de sua casa, olhava a chuva, o vento nas folhas do coqueiro, o granizo caindo do céu.
***
Saudades dessa menina inquieta, bagunceira, alegre.
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