Geralmente as crianças tem uma fissura pela casa da avó. Pela vivência com a avó.
Mas isso somente é possível se e somente se a casa da avó fica marcada na memória da criança enquanto um lugar de alegria e convivência alegre, de chamego e cuidado. Muitas vezes percebo que esse relacionamento entre avós e netos tem se confundido enquanto "mães e filhos". Muitas avós tem assumido as responsabilidades de mãe em educar e cuidar e alimentar e ensinar, e não tem tido tempo de serem avós. Aquelas que defendem os netos das fúrias dos seus pais, aquelas que fazem as vontades de seus netos, que cozinham coisas gostosas quando os netinhos chegam para visitá-las.
Por outro lado, vejo netos distantes, sem conexão alguma com suas avós. Mas de quem é a responsabilidade de criar esses vínculos afetivos entre essas pessoas?
Hoje estou muito irritada.
Uma situação me deixou muito triste, e me fez lembrar como era gostoso quando eu podia visitar a minha avó e ouvir suas histórias, sentir seu cheiro de gordura de porco, comer as comidas deliciosas que ela fazia. Era um feijão com arroz e farinha, mas era muito gostoso. Ninguém sabia fazer igual.
Não entendo que geração é essa que não aproveitam o tempo que tem com aqueles que deveriam ser suas referencias de vida. Mas também, por outro lado, entendo que se o papel de avó - aqui enquanto alguém ao menos acolhedora - não é exercido, não tem como fortalecer os vínculos.
Aff. São tantas mudanças nessa geração esquisita que temos criado...
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