09 de junho de 2022.
“É comum esses pensamentos quando estamos no processo de autobiografia?
Às vezes me pego pensando se não é prepotência, (ou outra coisa dessas que ainda não sei denominar) escrever sobre mim mesma😢 tem hora que fico cabisbaixa pensando o porquê disso tudo...o porquê dessas escritas, dessa pesquisa, das anotações e reflexões... a quem interessaria isso? Essa vivência? As coisas todas que tenho enfrentado?
Fico triste.
Mas ao mesmo tempo procuro me recompor e olhar para minha trajetória de vida. Vejo tudo que enfrentei. Desde a saudade da família e a fome na Casa do Estudante Fluminense pra me manter estudando, à falta de grana pro ônibus, que me levou à humilhação de pedir carona ao fiscal pra voltar pra casa, ao fato de ter uma professora da universidade a pagar minha inscrição de concurso público... a qual eu passei e estou trabalhando há 16 anos.
Cada passo desse, e muitos outros, me revigoram para não menosprezar o meu pensar e o meu fazer.”
...
Pensei nisso e quis que soubesse.
Já marquei terapia pra sábado! rs 🙈🤭
Resposta da Inês Bragança, minha orientadora:
Que reflexão mais forte e sensível, guarda no seu diário.
A pergunta sobre a importância da escrita autobiográfica consiste em uma discussão do nosso campo de pesquisa.
Sim, nossas histórias importam! Ao falar de vc traz os muitos outros que te habitam. Quantas lutas para estudar, para ser professora e também para ser mulher, mãe… sua história ensina e inspira.
Obrigada pela confiança da partilha 🌸
Resposta da Cláudia Caliu, minha psicoterapeuta:
Eliete, que linda sua reflexão!
Bem profunda! Bom trabalhar com paciente assim! Amanhã iremos conversar sobre td isso🙏🏻😘🌷🥰

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